segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Look do Dia: Ethnic Green (estampa étnica)

Bom dia e boa Segunda-feira!
Como foram de fim de semana?

 Esse fim de semana passei organizando a minha nova alimentação. Fui novamente no mercado, fui numa loja de macrobiótica e comprei várias coisinhas bacaninhas pra ter em casa, cortei, lavei, piquei e guardei os alimentos em potes. Fiquei exausta, mas vale a pena porque economiza muito tempo durante a semana hehehe.
Vim dar uma passada aqui pra mostrar um look que fiz no fim de semana.
Usei um vestido verde com um casaquinho transparente com estampa com uma vibe meio étnica. 
Essa blusa eu comprei na Forever 21. Quando eu bati o olho, gostei e levei, porque logo imaginei várias combinações com ela.
Para arrematar, combinei com um cinto marrom trançado, e uma bolsa da mesma cor.
Nos pés, sapatilhas marrons. Usei marrom em todos os acessórios porque achei que a roupa em si ja era colorida o suficiente, então o marrom neutralizou.
Um look confortável e bonito, como eu sempre uso (quase nunca uso salto). O bom é que da para usar tranquilamente para passear, trabalhar, sair, ou até ficar em casa, porque é bem soltinho e confortável.






Casaquinho: Forever21
Vestido: Forever21
Cinto: Penneys/Primark
Sapatilha: H&M
Bolsa: H&M
Bijouterias: Forever21

Gostaram?
Beijocas!
quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Reeducação Alimentar



Eu sempre fui daquelas meninas magrinhas (magrelas, na verdade), que nunca se importou com a alimentação, eu nunca engordava hehehe.

Com 16 anos, comecei a fazer musculação e aulas de academia, e após 1 ano, estava viciadona naquilo, não faltava por nada! E assim fui até os 21, quando eu estava no meio da faculdade, trabalhando 8h por dia, e eu tinha que espremer o meu dia ao máximo para conseguir malhar. Aí eu comecei a faltar, faltar, até que abandonei a academia de vez.

E desde então eu tentei voltar a malhar milhares de vezes, até em academias diferentes, mas não consigo pegar o ritmo novamente. O problema é que eu só me alimento bem se estou malhando, senão eu chuto o balde (anta!). Mas tudo bem, porque mesmo comendo muito mal, eu não engordava muito, só ficava mais cheinha.

Em Dublin a coisa ficou crítica, porque comi muita porcaria (tudo barato e prontinho pra comer, só besteira), e acabou que aumentou a flacidez e tals (que coisa estranha escrever sobre isso aqui rsrs)....A idade chegando (estou com 26 anos), o metabolismo mudando, passei a ficar mais consciente à força hehehe. Bom, agora cheguei num momento (que já vem de uma vontade há tempos que eu tenho) de realmente mudar a minha alimentação de vez. Nada de dietas mais! E sim REEDUCAÇÃO ALIMENTAR, algo pra sempre.



A minha idéia não é emagrecer ou algo assim, e sim ter e manter a saúde, pele bonita, cabelo, render bastante durante o dia, ter energia, evitar doenças, etc. Claro que eu quero um corpo bonito, mas é a consequência dessa mudança.
 O fato de acompanhar diariamente "#projetos" pelo instagram, e as blogueiras entrando em forma, me deu mais vontade ainda de mudar de vez, e publicar tudo.



Por isso, estou comunicando oficialmente aqui para todos, que estou mudando a alimentação. Já comprei frutas, verduras, legumes, polpas de frutas, cereais, iogurtes e queijos light, e estou recentemente descobrindo o maravilhoso mundo dos alimentos integrais (rsrsrs). Estou apenas fazendo trocas inteligentes: durante a semana, apenas carboidratos complexos, proteína branca e magra, vegetais em todas as refeições para garantir os nutrientes, diminuindo o cafézinho e trocando por chá verde, etc. No findi, não vou me privar de nada, e nem exagerar - deixarei pro findi os carboidratos simples e carnes vermelhas, sorvetinho, etc.

Está dando certo. Dá trabalho, mas está dando certíssimo! Estou sentindo muito mais disposição, bem estar, energia, não sinto fome em nenhum momento do dia, e muito menos vontade de comer porcaria. Tudo que eu como tem um motivo para estar ali.



O problema é que as opções de alimentação saudável são muito mais limitadas do que a não-saudável, e estou quebrando a cabeça pra inventar pratos saborosos de verdade e saudáveis, tenho até uma listinha. E estão ficando uma delícia! Vou passar a receita para vocês em vídeo.
Além disso, estou levando as refeições do dia todo em "marmitas", tudo organizadinho, pra não passar vontade e ter que correr para uma padaria. Deixo tudo cortadinho e lavado em potes, e na noite anterior, preparo a refeição do dia seguinte.



Pretendo voltar a malhar, e esse sim, eu sei que vai ser um passo difícil de virar costume!
Por isso, vou tentar mostrar a evolução da "coisa toda". Dessa forme serve como controle pra mim, e também ajuda a quem está querendo mudar também (eu vivo procurando no instagram as pessoas com seus #projetos, e vídeos de culinária light pra me incentivar).

Vambora?
Nova TAG no blog: VIDA SAUDAVEL

Obs.: continuarei postando as coisas atrasadas de Dublin, mas como é muita coisa, vou intercalar com assuntos atuais =D

Beijos!!


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Musical em Londres: O Rei Leão

Eu tinha dito numa das postagens de Londres, que fomos assistir ao musical do Rei Leão né?
Bom, resolvi fazer um post só dedicado a esse musical, porque muita gente que vai a Londres, aproveita para assistir a um musical, afinal, Londres é a capital da "Broadway" européia. Tipo, você encontra inúmeros musicais, inclusive alguns são fixos (ou seja, nunca saem de lá e inclusive contam com um espaço só pra eles).

Como a minha mãe gosta de música (ela trabalha com isso), queria que ela fosse em um musical quando fosse a Londres. Já começamos a pesquisar um mês antes de eles irem me visitar. Estávamos quase comprando o ingresso do Musical "Mamma Mia", mas nosso amigo em Londres nos indicou o Rei Leão. Ele disse que valia muito a pena e que já tinha ido assistir 9 vezes (!!). Hehehehe.
Bom, após pesquisar através de vídeos na Internet, decidimos comprar o ingresso para o Rei Leão então.

O ingresso desse show custou 45 libras, achei caro, mas vale a pena, afinal, quando você vai ver isso de novo, e em Londres??
No dia do musical, fomos direto do passeio na rua para o espetáculo.
Por dentro, o teatro é demais!! Super decorado, lembra uma vibe Moulin Rouge (o teatro do filme).


O musical é MUITO bem feito, com pessoas fantasiadas, e eles cantam ao vivo as músicas, é de arrepiar.
O único problema é que no meio do musical tem diálogos em inglês, e para quem não entende, fica boiando.  Eu estava ok quanto a isso, mas os meus pais, coitados, não entenderam nada. O que salvou foi que o musical é exatamente o que acontece no filme, as falas são exatamente as mesmas, então quem já assistiu O Rei Leão, vai entender pela lógica.

Olhem só de DEMAIS (peguei a filmagem oficial porque fui proibida de filmar...nhé):



O trabalho que eles fazem em cima desse musical é incrivel mesmo, principalmente porque eles utilizam pessoas que cantam MUITO, que precisam atuar muito bem, e dançar também! E o ator principal (o Simba) é uma criança. Eles tem o objetivo de mostrar um personagem, um leão por exemplo, não tanto com a fantasia, e sim com os gestos de um leão. É MUITO bom! Recomendo!
Um pouco sobre o trabalho deles (da Disney):



Também fiquei com muita vontade de assistir a outros musicais, mas não deu. A próxima vez que eu for a Londres, com certeza vou assistir mais musicais.
Alguns musicais que me interessaram:

We Will Rock You (do Queen):



Dirty Dancing:



Mamma Mia:



Les Miserables (conta a história da Revolução Francesa):




Quem for viajar, se tiver como, vá a um musical, assim você sente mais o gostinho de estar em outro lugar, e enriquece sua bagagem cultural.

Beijos!!!
segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A Vida Após o Intercâmbio (ou o que mudou na volta?)


Oi Pessoal!! Como estamos?
Hoje queria falar sobre como anda a minha vida pós o intercâmbio. Sabia que teria que escrever esse post, até para esclarecer as coisas dentro de mim (pra quem não sabe, gosto de escrever pra organizar meus pensamentos), porém, confesso que não tinha a menor idéia de quando seria o momento de postar isso.
Ai tive algumas leitoras perguntando como está minha vida agora, o que mudou, no que estou trabalhando, etc. Resolvi que essa seria a hora, principalmente pra me justificar de mais uns dias de abandono.
Vamos lá:

VOLTANDO...
Voltei em Maio. No início foi muito esquisito, tive medo de ser assaltada em cada esquina, até dentro do aeroporto, sei lá, estava acostumada com a tranquilidade e segurança da Europa. Já em Guarulhos senti o "caos" brasileiro, aquela bagunça, gente se empilhando pra fazer check-in (isso que nem era véspera de feriado).
Em Porto Alegre, revi amigos mais próximos e família, mas era tudo muito estranho. Passei umas 2 semanas sem celular até que pudesse fazer uma conta nova, ficando no meu apartamento (o mesmo que eu morava antes), ficando com  família.

DINHEIRO






Nota de Euro que nõ consegui trocar porque estava riscada.

Levei muito tempo pra conseguir trocar o dinheiro em euros e em cheque que eu trouxe (o cheque só foi compensado agora em Outubro), e quando troquei, tive A MAIOR decepção, porque os bancos brasileiros me comeram quase metade do dinheiro em taxas. Em Dublin, eles tavam trocando 1 euro por 2,65; aqui o máximo que consegui foi 2,30, MUITA DIFERENÇA!!! O cheque, me descontaram 150 dólares de taxa, fora o IOF e o câmbio ladrão. Mas enfim, consegui parte do meu dinheiro de volta.

TRANSPORTE
Nos primeiros meses, evitei andar de ônibus. Em Dublin eu não andava nunca (só pra ir no aeroporto), e em Porto Alegre eu não dirijo, por isso, aqui em Porto Alegre, passei a sair só de carro com alguém ou ir a pé mesmo. Agora em Outubro passei a voltar a andar de ônibus, mas evito porque me irrito DEMAIS, e prefiro caminhar.

RELACIONAMENTO NA VOLTA
Não quero parecer arrogante, mas quando estamos morando fora, ouvimos mil declarações de saudade de sua família e amigos. Gente que te faz achar que você é a pessoa mais importante da vida delas e que vai morrer se você nunca mais voltar. Isso é pra todos que moram fora (se você for morar, prepare-se pra isso). Porém, isso é o efeito da saudade (que maximiza os sentimentos). Eu fui avisada por amigos de Dublin que já haviam voltado ao Brasil, e retornaram a Dublin, que essas pessoas te curtem no primeiro dia, e depois volta a ser tudo normal. Você não é mais aquele "ser especial". Normal! Porém, tem muita (eu digo MUITA, tipo a maioria) gente que está morando fora, que sofre porque acha que sua família e amigos estão morrendo por não ter você lá. Essa pessoa acaba voltando mais cedo o Brasil (e deixando de aproveitar a vida de intercambista) para acabar com esse "sofrimento", e percebe que na verdade poderia ter continuado morando fora que ninguém ia morrer de saudade. É isso que senti, porém já sabia que isso aconteceria porque fui avisada, mas mesmo assim senti um pouco. Cada um tem sua vida, e ninguém deixa de vive-la porque o outro está fora.

ONDE MORAR NA VOLTA DO INTERCÂMBIO?




A mudança do apê alugado

Tenho certeza de que todo mundo passa por essa dúvida. Quem morava com os pais experimentou morar só entre jovens, e quer sair. Casais que passaram a dividir a vida juntos no exterior, querem continuar assim na volta, e quem morava de aluguel e teve que entregar o apê, tem que pensar em alugar/comprar outro. Fora os casos de brasileiros que, após morar fora, resolvem se mudar para outro estado (é muito comum).
No meu caso, resolvemos alugar um apartamento maior, de 3 quartos, no mesmo prédio dos meus pais. Resolvemos isso porque trouxemos muita coisa, o anterior estava muito pequeno, nem tinha espaço para as minhas roupas no quarto, além disso, queríamos um quarto pra minha enteada (eu tenho uma enteada, sabiam?) e um escritório. Esse apê é alugado diretamente com o proprietário (nossos conhecidos) e estava com uma decoração muitoooo feia, bem antigão, parecia filme de terror. Aí em troca de "atualizarmos" o apê, pagamos menos de aluguel. Algumas pessoas que me seguem no Instagram (segue ae: @elisahoffmann) já viram alguma coisa do apê. Falarei mais em outro post.

EMPREGO



Trabalhando no novo emprego

Com a coisa de alugar o apê e querer comprar móveis e decorar (isso foi a minha terapia pro choque de mudar de cidade de um dia pro outro), eu queria é GASTAR o dinheiro que eu trouxe, porém, sem emprego não ia dar. Por isso logo comecei a procurar emprego. Mas já vou avisar a todos:  o mercado (aqui em Poa, pelo menos) não está facil! Essa é uma boa resposta pra quem fala com o maior orgulho que "o Brasil nunca esteve tão bem! Que estão sobrando vagas!"...ahãm...
Ainda bem que eu não acreditei nisso. Mas a coisa que me chocou é ver a maioria das vagas pedindo MIL experiências, inglês e espanhol fluente, experiência com liderança de equipes, graduação e pós-graduação, pra pagar 1500,00 reais de salário! Aff! Isso me deixou P.!
Mesmo assim, sabendo que essa era a única opção, fui à procura, e mesmo assim, difícil de achar. No meu caso, eu só estagiei durante a faculdade, me formei, fui direto pra Dublin, e voltei, sem "experiência" nenhuma (essa "experiência" exigida deveria ser repensada). Por isso foi mais difícil pra mim. Mas após mandar muitos CVs, entrei para uma empresa que dá cursos de T.I., na área comercial. Nunca tive experiência em área comercial, mas sempre achei que qualquer profissional de Marketing deveria entender como funciona o comercial, e achei essa uma boa oportunidade. Pórém, 3 meses depois, ja sabendo o suficiente em área comercial, agora estou em outro emprego, na área de Marketing Digital. Só para constar: desde que descobri o mundo do marketing digital, sempre quis trabalhar com isso, e consegui entrar para uma vaga bem interessante, a de Analista de Métricas para Web Analytics (ainda aprendiz); eles chamam aqui de "Data Strategy". Nessa vaga, posso usar meu inglês, trabalho com pessoas que também já moraram no exterior, numa boa localização, e estou desempenhando uma função que me permite saber mais e mais sobre o mundo digital (sou encantada nisso). Por isso, posso dizer que, após 5 meses de volta, estou trabalhando em algo que eu queria.
Obs.: se você tiver na faculdade, vá morar fora antes de se formar, é melhor para arranjar emprego depois.

E A DEPRESSÃO PÓS INTERCÂMBIO?
Mesmo tendo amado morar fora e detestar o estilo de vida no Brasil, me doutrinei a tentar não sofrer por isso e a buscar melhorar a minha vida aqui, pra conseguir tentar me igualar (ou até melhorar) à qualidade de vida que eu tinha em Dublin. Porém, confesso que todos os dias eu sinto saudade da vida que levava em Dublin, dos amigos, das viagens, das comprinhas, do meu salário, dos preços, do friozinho, da segurança, etc. Mas como eu não tenho visto europeu, mais cedo ou mais tarde teria que voltar pra cá. Achei melhor voltar agora por uma série de fatores (inclusive meu namorado, que estava aqui), mas não descarto morar fora novamente (temos planos de uma pós no exterior, quem sabe...).
Acho que essa depressão pós intercâmbio é algo administrável. Você TEM QUE TER projetos para a sua vida, senão você pira. Eu estou cheia de projetos, por isso, estou num momento bom (mas ainda com muita saudade de Dublinzinha, claro)  =) .

PROJETOS PÓS INTERCÂMBIO (ou Goals, em inglês)



Como falei acima, tenha projetos. Tenha projetos desde ANTES de voltar. Pense em terminar a faculdade, começar uma pós, morar em outro estado, tentar um concurso, abrir um negócio, virar sarada, redecorar o apê, sei lá! Qualquer projeto para a sua vida é de extrema importância pra te manter no foco da sua vida. Senão você vive no passado. Eu estou com alguns projetos para os próximos anos: viajar mais, mudar meu estilo de vida, começar uma pós, entre outras coisas.

E A MANEIRA DE PENSAR, MUDA?
Ôôô se muda! Muda tudo!! É pra mudar, pelo menos, senão não vai ter valido a pena ter feito um intercâmbio né?
Mas o ponto é: você vira outra pessoa. Mudam os amigos (os bons ficam, é claro), os conceitos de vida, outras línguas, novos objetivos, novo endereço, outros valores, novo estilo de se vestir, tudo muda! É essa a mágica da coisa! Após levar um "chá" de outras culturas, você muda sem forçar nada! Você muda porque quer! As coisas se tornam maiores, e o que era bom antes passa a ser pouco para você...você cresce por consequência dessa mudança de pensamento.

RESUMINDO, VALEU A PENA?
Valeu 1000% a pena! Mesmo indo na época da "crise", foi a MELHOR experiência que já tive em minha vida, e repetiria sem pensar 2x! Você gasta uma bela grana (que eu considero investimento), mas volta de malas cheias de tudo um pouco. Você passa a ser uma pessoa interessante e interessada. O lado ruim: as coisas que antes te faziam feliz talvez não te façam mais tão feliz, você vai querer mais. Você se tornará mais crítico. Mas isso no fundo é bom, pois passa a ser uma pessoa não-acomodada.

Obs.: para quem quer ir morar fora, leu esse texto e se empolgou, antes que faça algo por impulso, aconselho FORTEMENTE que estude a língua local antes de ir. Vá com pelo menos o "intermediário", senão você não vai nem sequer entender o que o professor fala (ele explica na lingua local, obviamente), muito menos arranjar um emprego.

Beijos e aproveitem!!!!!
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