quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Quando Viramos Mães Deixamos de Ser "Mulheres"? (relato retroativo)

Texto escrito em Maio de 2015.



Sempre me perguntei, com nariz torcido, como podia uma pessoa que antes da maternidade ser bonita e bem cuidada, depois virar uma pessoa "largada", se deixar engordar e não voltar mais, não arrumar mais cabelos, maquiagem, unhas etc.
Me perguntava aonde ia parar todo o seu amor próprio, sua vaidade, seu orgulho de ser mulher (que eu, apesar de não ser tãoo vaidosa, sempre tive muito).

Depois da maternidade, com as constantes incertezas, dúvidas, cansaços, horas e horas dedicados ininterruptamente à criança, entendo melhor essa coisa.
Estou com 1 mês de Olivia em minha vida, e tenho a impressão de que nunca mais serei aquela pessoa arrumada que era antes.

Sei que estou errada, que é só uma impressão, mas o fato é que não sobra tempo! E quando sobra, a última coisa que você pensa é em se maquiar ou fazer as unhas, e sim em tomar um bom banho, dormir, comer bem, ou até trabalhar, que eu passei a gostar mais depois que a Olivia nasceu.

Não me entendam mal, não virei um ser das cavernas, peludo e sem pentear os cabelos. Mas estou dia a dia com roupa de moletom, sutians de amamentação (que tem que ser lavados diariamente, pois SEMPRE vaza leite), cabelo preso pra facilitar a vida, etc. Claro, sempre mantenho o mínimo em dia: dentes, depilação, cabelo penteado, etc.

Pensando aqui comigo, cheguei a uma conclusão: o fato é que não se trata de falta de tempo, porque quando você quer, dá um jeito. A questão é que isso deixa de se tornar uma prioridade na sua vida!

Prioridades, prioridades...O seu bebê se torna a coisinha mais importante, e não tem como não ser a coisa mais importante e não demandar tanto tempo. O bebê precisa disso para viver/sobreviver nesse mundão, e você é o responsável por isso acontecer. Na hora que você precisar sair para ir no mercado ou farmácia, se olhar no espelho com roupa bem simples e cabelo preso (e óculos de sol para tapar as olheiras rsrs), você vai pensar: foda-se! Ninguém paga suas contas e nem acorda de madrugada para acalentar seu bebê em seu lugar. Se antes você tinha a preocupação de estar "apresentavel" para os outros, isso vai diminuir.

Além disso, o tempo de preparar refeições saudáveis e malhar (isso também é se amar, viu?) é super escasso, e você acaba comendo basicamente porcarias e mais porcarias prontas (meu caso atualmente, como qualquer coisa pronta no armário - bolacha, barrinha de cereal, amendoim, iogurte).

Mas, veja bem, isso não significa que vou cada vez menos me cuidar. Na verdade estou somente filosofando sobre como nossa cabeça muda com a maternidade, e como as coisas que antes juramos não fazer, acabamos fazendo e pagando a língua. Na verdade, estou louca pra voltar a usar uma roupa arrumadinha para sair, me maquiar, arrumar o cabelo, usar acessórios estilosos, mas no dia a dia a preguiça impera. É uma briga da vaidade com a preguiça. Eita parzinho complicado de sentimentos esses.

Aí acontece o seguinte: você aceita que a vontade de se arrumar (e a necessidade) são muito menores, e deixa por isso mesmo, ou você luta contra isso e força a vontade de se arrumar, porque afinal, antes de ser mãe você é mulher! Mulher! Empoderada, poderosa, com amor próprio. Pelo menos sempre me senti assim.

Agora estou aqui, fazendo um planejamento de como e quando vou voltar a me arrumar, malhar, cortar o cabelo (ta precisando viu, mas não sei quando vou conseguir sair sem a Olivia de casa por muitas horas), me alimentar com saúde e qualidade, etc. Coisas para cuidar de mim, Elisa.

A princípio parece impossível arrumar um tempo para impôr uma rotina, mas sei que as coisas vão se ajeitando. Se tem uma coisa que aprendi é que as impressões que temos sobre determinada situação sempre mudam ao longo do tempo. Vou me adaptar, vou voltar a malhar (pretendo agora em Maio, viu?), vou voltar a me alimentar bem, fazer dieta, e me maquiar, arrumar o cabelo, etc. Só não sei ainda quando vou tirar o moletom, porque trabalho de casa, o inverno tá chegando, aí já viu né...rsrs

Alguém mais passou por isso? Conseguiu voltar logo à sua vida normal ou ficou estacionada no pijama e rabo de cavalo? kkkk

Acompanhem a minha "volta à normalidade" aqui no blog.
Beijos!

Maternidade: As Coisas Se Adaptam (relato retroativo)

Este texto estava escrito no rascunho do blog, e resolvi solta-lo, porque re-lendo, achei válido. Escrito dia  21 de Abril de 2015.



"É, já se foram 3 semanas.
Ou seriam APENAS 3 semanas?

Preciso confessar que foram as semanas mais intensas da minha vida.
Um turbilhão de sentimentos, uma sensação de que estava vivendo numa realidade paralela (o mundo lá fora funcionando e eu na "maternosfera" (ou seria puerpério?)).

Sei lá. Não sei se todas as recém-mamães sentem isso (na verdade, vendo fotos de Instagram, tenho a impressão de que todo mundo sai lindo e feliz flutuando numa nuvem cor de rosa após o parto), mas eu senti. Não sei nem explicar racionalmente o que senti, apesar de tentar entender meus sentimentos diariamente.

 O pós-parto começou após o parto, no dia seguinte, com dores físicas + dores psicológicas (não conseguir amamentar direito) + medo + carência + incertezas + encarar uma vida completamente nova e saber que a vida de antes já era! Fora isso, tem uma queda de hormônios brutal que te faz chorar por nada. Me senti fraca, frágil, em dúvida, e senti que tudo aquilo estava fazendo mal pra mim, pro meu corpo, que eu sempre cuidei tão bem (com boas noites de sono, alimentação, exercícios, roupas confortáveis, etc). Fragilizei nas primeiras 24 horas pós parto.

Aí a primeira semana, com muito remédio para dor, muita conversa com o namorado/pai da Olivia (essencial, diga-se de passagem), ganhando comida na boca praticamente (porque a Olivia só mamava o dia todo, mal saía da cama, então alguém tinha que me trazer na cama a comida), muitas noites em claro (isso sim foi sofrido), muitos chorinhos da baby sem saber o que fazer, começou a diminuir a sensação ruim. A dor começou a passar, a choradeira parou, o amor começou a se destacar entre as sensações ruins.

E aí passou mais uma semana, e mais uma.
E quer saber? A sensação ruim e o medo vão se dissipando, e o amor vai aumentando dia após dia. Isso é tão incrível!
O amor ser capaz de te fazer superar as coisas ruins da maternidade, isso sim é incrível!
Acho que devemos passar por isso para valorizar a jornada louca que estamos entrando.

Bem que me disseram que a gravidez é um momento sublime, que muitas mulheres sentem saudades da gravidez. Eu entendo isso. Você, grávida, é paparicada, come bem, dorme à vontade, sonha muito, está em um momento expectativa de algo muito bom por vir.

Ao nascer o baby, você não só cai na realidade, você cai na maternidade, que é muito mais do que realidade hahahaha. É uma queda muito grande!

Mas como falei, as coisas se adaptam.

Hoje estou cada dia entendendo melhor esse serzinho que eu chamo de filha, com suas vontades, sua personalidade, suas necessidades. E cada dia entendendo ela melhor, me entendo melhor também.
E a dúvida passa, o amor cresce, e surgem mais dúvidas. E aí passa, e o amor cresce mais. E assim é a vida."


Hey! Vim dar um Oi! Ou 7 meses da Olivia.

E então, 7 meses se passaram desde que a minha filha nasceu.
Desde o post anterior.
A minha assiduidade nesse blog não é muito frequente, como todos aqui já estão carecas de saber! =)
Mas sabe, ando pensando muito, filosofando, sofrendo, sorrindo, e fiquei com vontade de voltar a escrever. Queria registrar pensamentos de uma época que talvez eu esqueça dos detalhes mais para frente.

Atualmente, eu divido informações sobre a minha vida de mãe no Canal do Youtube, mas principalmente no Instagram.

Sabe, vida de mãe é dura. É dura mas é muito doce.
Não tenho tido tempo para mais nada. Só trabalho 1 (Olivia) e trabalho 2 (empresa). O resto do tempinho que me sobra, tenho que cuidar da casa, organizar e preparar as comidas (para nós 3), e me cuidar um pouco. Apesar de que esse último item eu tenho falhado um pouco.


Nesse momento, estou escrevendo à meia-noite de uma Quinta-Feira, porque minha cabeça está pulsando de coisas.
Minha ideia é vir aqui quando der na telha, quando minha cabeça tiver ideias pulsando como hoje, e vir desabafar com quem está a fim de ler.

Meu blog não é mais de moda (apesar de que estou para começar um curso de costura - louca, eu sei). Também não é mais de maquiagem, pois eu  mal uso. Mas é de vida, de rotina, de ideias, de dia-a-dia, de maternidade, de profissão. Quero escrever sobre isso.

Para resumir meus últimos 7 meses desde o parto: Olivia é uma criança linda, sorridente, de personalidade forte. Já come de tudo (e adora), já senta e engatinha (e tenta ficar de pé, mas cai pro lado). Fala sílabas (bla bla, da da, gui gui, aiai), dá risada, dorme a noite inteira desde o primeiro mês. Me considero sortuda, ainda que sinta algumas frustrações e chateações no dia a dia (assunto o qual quero tratar mais pra frente). Mas filhos são assim né: criaturinhas que saíram de você e dependem de você, mas que tem sua própria personalidade - a qual provavelmente vai ser contrária à sua em muitos aspectos.

Enfim, vamos tocar ficha nesse diário virtual.
Lembrando: se eu não apareço aqui por um tempo, não é falta de vontade, é prioridades. =D

Boa noite!
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