quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Maternidade: As Coisas Se Adaptam (relato retroativo)
Este texto estava escrito no rascunho do blog, e resolvi solta-lo, porque re-lendo, achei válido. Escrito dia 21 de Abril de 2015.
"É, já se foram 3 semanas.
Ou seriam APENAS 3 semanas?
Preciso confessar que foram as semanas mais intensas da minha vida.
Um turbilhão de sentimentos, uma sensação de que estava vivendo numa realidade paralela (o mundo lá fora funcionando e eu na "maternosfera" (ou seria puerpério?)).
Sei lá. Não sei se todas as recém-mamães sentem isso (na verdade, vendo fotos de Instagram, tenho a impressão de que todo mundo sai lindo e feliz flutuando numa nuvem cor de rosa após o parto), mas eu senti. Não sei nem explicar racionalmente o que senti, apesar de tentar entender meus sentimentos diariamente.
O pós-parto começou após o parto, no dia seguinte, com dores físicas + dores psicológicas (não conseguir amamentar direito) + medo + carência + incertezas + encarar uma vida completamente nova e saber que a vida de antes já era! Fora isso, tem uma queda de hormônios brutal que te faz chorar por nada. Me senti fraca, frágil, em dúvida, e senti que tudo aquilo estava fazendo mal pra mim, pro meu corpo, que eu sempre cuidei tão bem (com boas noites de sono, alimentação, exercícios, roupas confortáveis, etc). Fragilizei nas primeiras 24 horas pós parto.
Aí a primeira semana, com muito remédio para dor, muita conversa com o namorado/pai da Olivia (essencial, diga-se de passagem), ganhando comida na boca praticamente (porque a Olivia só mamava o dia todo, mal saía da cama, então alguém tinha que me trazer na cama a comida), muitas noites em claro (isso sim foi sofrido), muitos chorinhos da baby sem saber o que fazer, começou a diminuir a sensação ruim. A dor começou a passar, a choradeira parou, o amor começou a se destacar entre as sensações ruins.
E aí passou mais uma semana, e mais uma.
E quer saber? A sensação ruim e o medo vão se dissipando, e o amor vai aumentando dia após dia. Isso é tão incrível!
O amor ser capaz de te fazer superar as coisas ruins da maternidade, isso sim é incrível!
Acho que devemos passar por isso para valorizar a jornada louca que estamos entrando.
Bem que me disseram que a gravidez é um momento sublime, que muitas mulheres sentem saudades da gravidez. Eu entendo isso. Você, grávida, é paparicada, come bem, dorme à vontade, sonha muito, está em um momento expectativa de algo muito bom por vir.
Ao nascer o baby, você não só cai na realidade, você cai na maternidade, que é muito mais do que realidade hahahaha. É uma queda muito grande!
Mas como falei, as coisas se adaptam.
Hoje estou cada dia entendendo melhor esse serzinho que eu chamo de filha, com suas vontades, sua personalidade, suas necessidades. E cada dia entendendo ela melhor, me entendo melhor também.
E a dúvida passa, o amor cresce, e surgem mais dúvidas. E aí passa, e o amor cresce mais. E assim é a vida."
"É, já se foram 3 semanas.
Ou seriam APENAS 3 semanas?
Preciso confessar que foram as semanas mais intensas da minha vida.
Um turbilhão de sentimentos, uma sensação de que estava vivendo numa realidade paralela (o mundo lá fora funcionando e eu na "maternosfera" (ou seria puerpério?)).
Sei lá. Não sei se todas as recém-mamães sentem isso (na verdade, vendo fotos de Instagram, tenho a impressão de que todo mundo sai lindo e feliz flutuando numa nuvem cor de rosa após o parto), mas eu senti. Não sei nem explicar racionalmente o que senti, apesar de tentar entender meus sentimentos diariamente.
O pós-parto começou após o parto, no dia seguinte, com dores físicas + dores psicológicas (não conseguir amamentar direito) + medo + carência + incertezas + encarar uma vida completamente nova e saber que a vida de antes já era! Fora isso, tem uma queda de hormônios brutal que te faz chorar por nada. Me senti fraca, frágil, em dúvida, e senti que tudo aquilo estava fazendo mal pra mim, pro meu corpo, que eu sempre cuidei tão bem (com boas noites de sono, alimentação, exercícios, roupas confortáveis, etc). Fragilizei nas primeiras 24 horas pós parto.
Aí a primeira semana, com muito remédio para dor, muita conversa com o namorado/pai da Olivia (essencial, diga-se de passagem), ganhando comida na boca praticamente (porque a Olivia só mamava o dia todo, mal saía da cama, então alguém tinha que me trazer na cama a comida), muitas noites em claro (isso sim foi sofrido), muitos chorinhos da baby sem saber o que fazer, começou a diminuir a sensação ruim. A dor começou a passar, a choradeira parou, o amor começou a se destacar entre as sensações ruins.
E aí passou mais uma semana, e mais uma.
E quer saber? A sensação ruim e o medo vão se dissipando, e o amor vai aumentando dia após dia. Isso é tão incrível!
O amor ser capaz de te fazer superar as coisas ruins da maternidade, isso sim é incrível!
Acho que devemos passar por isso para valorizar a jornada louca que estamos entrando.
Bem que me disseram que a gravidez é um momento sublime, que muitas mulheres sentem saudades da gravidez. Eu entendo isso. Você, grávida, é paparicada, come bem, dorme à vontade, sonha muito, está em um momento expectativa de algo muito bom por vir.
Ao nascer o baby, você não só cai na realidade, você cai na maternidade, que é muito mais do que realidade hahahaha. É uma queda muito grande!
Mas como falei, as coisas se adaptam.
Hoje estou cada dia entendendo melhor esse serzinho que eu chamo de filha, com suas vontades, sua personalidade, suas necessidades. E cada dia entendendo ela melhor, me entendo melhor também.
E a dúvida passa, o amor cresce, e surgem mais dúvidas. E aí passa, e o amor cresce mais. E assim é a vida."
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